Certamente você já ouviu falar de internet das coisas. Se já ouviu, tenha a certeza de que vai ouvir muito mais. A expressão mostra um cenário em que os mais variados objetos do dia a dia estarão conectados à internet e se comunicando entre si.

No entanto, o que isso quer dizer exatamente? Será que essa conectividade é realmente necessária? Como é que os objetos vão estar conectados e qual a importância desse fato para nossas atividades?

Internet das coisas é uma tradução literal da expressão “Internet of Things”, ou IoT. O correto, em português poderia ser “internet em todas as coisas”, mas isso não determina o que é a nova internet, o que importa realmente é ver a aplicação dessas novas ideias.

Vamos pensar nos objetos de nosso cotidiano: veja quantos objetos você tem conectado à internet. Desde seu smartphone, passando pelo seu notebook, seu desktop ou seu tablete e, em muitos casos, até a smart TV, que permite acessar serviços como o YouTube, o Netflix ou o Spotify de forma direta, sem precisar ligar ao smartphone ou ao computador.

Contudo, existem inúmeros outros equipamentos que podem se conectar à internet para atividades específicas, como, por exemplo, as câmeras de segurança que, estando conectadas, permitem que uma pessoa possa monitorar sua casa à distância ou mesmo vigiar um estabelecimento comercial depois do expediente.

O ano de 2018 promete ser o ano da internet das coisas e, nos próximos meses, poderemos ver muita atividade para as tecnologias móveis da IoT, através da implantação de novas redes e da consolidação de um ecossistema robusto, conforme é a intenção dos fabricantes e operadoras, que se reuniram durante o Mobile Word Congress, em Barcelona na Espanha.

O representante de uma das empresas voltadas para a IoT, Mohammad Chowdhury, da PwC Austrália, afirmou que a jornada móvel da internet das coisas já começou. Na Austrália, hoje já existem 41 redes comerciais baseadas em redes móveis, utilizando os sistemas NB-IoT (32 redes) e LTE-M (nove redes). A projeção para a internet das coisas é bastante ambiciosa.

As redes NT-IoT devem ultrapassar a marca de 100 no mundo todo, contra apenas 27 no ano passado, e as conexõ3es devem saltar de 10 milhões para 150 milhões apenas nos próximos 12 meses.

Contudo, ainda há muito a ser feito, como afirmaram fornecedores e operadoras. Existem desafios que devem ser superados, principalmente em relação a alguns quesitos, como custo, roaming, escalabilidade, simplificação de serviços, dispositivos e aspectos relacionados à segurança.

A IoT, segundo o chefe de inovação da Vodafone Group Enterprise, Lory Thorpe, depende muito de colaboração e sua opinião é compartilhada pelo vice-gerente geral de marketing da China Mobile, Shen Hong Qun, além do vice-presidente de IoT da Deutsche Telekom, Johannes Kaumanns.

No entanto, a internet das coisas já é um caminho sem volta e, para melhor utilizar essa tecnologia é necessário que a velocidade de sua internet esteja dentro dos padrões. Confira sempre sua conexão.