A internet das coisas está cada dia mais presente da vida dos usuários. É uma tecnologia que permite conectar à internet praticamente qualquer dispositivo, criando uma nova forma de interação com máquinas e equipamentos e, ao mesmo tempo, sendo um novo setor a ser explorado pela economia.

Em muito pouco tempo teremos diversos equipamentos conectados à internet, além do computador, do notebook, do celular e da TV. Poderemos, por exemplo, ligar o ar condicionado antes de chegar em casa apenas com um toque em um aplicativo do smartphone, ou receber o aviso de que o carro está precisando trocar o óleo do motor.

Essa presença cada vez maior da internet vem trazer também a preocupação com a segurança no ambiente virtual. Um dos pontos mais sensíveis que precisam de solução é a falta de regulamentação sobre os dados coletados enquanto usamos os dispositivos.

A implementação de requisitos mínimos de segurança é um dos principais desafios que os desenvolvedores enfrentam, além, evidentemente, de oferecer condições de que a população tenha equipamentos a preços mais acessíveis, já que a internet das coisas pode gerar bilhões para a economia.

Uma das questões mais debatidas é a privacidade e o compartilhamento de dados por empresas. O cenário do futuro pode ter um aumento de roubos e comercialização de informações pessoais dos usuários.

Nos últimos anos, já foram constatados casos de espionagem de simples cidadãos, de empresas e até mesmo de governos que vendem dados para terceiros. Basta lembrar a dúvida ainda existente sobre a interferência da Rússia nas eleições dos Estados Unidos.

Vale dizer, no entanto, que a privacidade é uma questão cultural, ou seja, é preciso saber o quanto as pessoas estão dispostas a abrir mão de sua privacidade para ter em mãos uma funcionalidade que facilite suas vidas. Nesse caso, é importante que as pessoas saibam como os dados coletados podem ser usados.

Atualmente, apenas a União Europeia tem criado ferramentas úteis o suficiente para garantir a segurança. As corporações e os governos estão sendo pressionados para adotarem práticas mais amigáveis aos seus clientes e algumas punições já foram aplicadas por falhas na garantia de privacidade e segurança.

Neste ano de 2018 uma nova regulamentação sobre privacidade vai entrar em vigor na União Europeia, a chamada Regulamentação para Proteção Geral de Dados, ou GDPR (General Data Protection Regulation), que prevê multas pesadas para quem não cumprir as regras.

O Brasil, no entanto, ainda enfrenta o desafio de oferecer uma cobertura de internet de qualidade, embora já tenha elaborado um Plano Nacional da Internet das Coisas, apresentado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia Inovação e Comunicações e pelo BNDES, ainda em 2017.

Essa tecnologia deve ser aplicada na saúde, na indústria, na agricultura e na infraestrutura urbana, com a proposta de melhorar as cadeias produtivas e os serviços, integrando a logística e o monitoramento por uma conexão de internet.

Enquanto não estamos usufruindo dos benefícios da internet das coisas, não se esqueça o que afirmamos: ainda lutamos por uma cobertura de internet de qualidade. Portanto, não se esqueça de verificar a velocidade de conexão de sua internet sempre que possível.